Das profundezas sinistras dos laboratórios da Bethesda para as felizes casa da população, Fallout 3 chegou estrondando. Logo no primeiro dia já se via falta de cópias, a pirataria entregou o jogo no dia e muita gente sumiu pra ficar jogando… tudo explicado por uma expectativa bastante grandeeeenha.
Direto ao assunto: O jogo é BOM, DUCA ou uma bostinha?
Sim, o jogo é DUCAralho, não vou nem comentar os gráficos, porque a Bethesda tem o mérito de produzir ótimos cenários, o que não faltou neste. Ao fundo, o monumento Washington, aparentemente distante, mas que você pode alcançar andando (e chegar em algo próximo de uma hora, dependendo do seu nível). Outros prédios e cidades brotam ao fundo para os que possuem a benção da resolução alta e horizonte distante…
A jogabilidade é bastante boa, não tive dificuldades com o mapeamento padrão, exceto pelo botão que aciona o VAT (que realoquei sem problemas). Talvez o pulo seja algo mais complicado, mas não vi situações que pedissem esse tipo de destreza. Porém, administrar o peso que você carrega é vital.
É vital porque:
1) Você vai querer mais de uma armadura, porque elas dão bonus diferentes;
2) Vai querer levar reservas da sua arma favorita (você só pode reparar suas armas se possuir uma outra igual pra tirar as peças, ou se achar uma loja Isso também vale pra armadura);
3) As tralhas que você pega podem servir pra montar armas muito fortes, mas não existe nenhuma identificação nestes “junks”. Você precisa manter consigo até usar.
E isso já me gerou alguns estresses, mas é superável. Eles tiraram o esquema de map travelling dos jogos anteriores e colocaram um semelhante ao do Oblivion, o que permite dropar items, viajar até uma loja e depois voltar pra pegar o que deixou. Bizarro para a realidade, mas lindo pra um jogo!
Recuperar vida é um desafio, a maioria dos itens que te curam também te dão alguma dose de radiação. A vida nas wastelands é realmente miserável, não gosta de carne.
Os encontros são aleatórios, então a sorte continua sendo importante no jogo, pois é o que determina se você encontra um caminhão da Nuke-Cola caído ou uma tropa de super-mutantes. De qualquer forma, as chances são de que você se de mal se ficar muito tempo andando.
A história é interessante, ficou de lado um pouco a fase de Choosen One e começou algo como “apenas mais um na multidão”. O que muda, é claro, quando você começa a se aventurar nos bairros centrais de Washington, que agora é uma zona de guerra tensíssima.
O jogo realmente passa uma sensação de viajante, assim como a idéia de isolamento ao ver apenas prédios quebrados e casas varridas pelas tensões atômicas. Apesar de suas diferenças com os jogos antigos, Fallout 3 não manda mal ao tentar manter a série, embora muitas coisas que queríamos ver novamente não farão parte do enredo. Mas isso não é algo necessariamente ruim, pois novos NPCs, bastante cativantes, entram em cena para repor os Ians e Harolds da vida.
Vale citar que o jogo agora não faz personagens tão FEIOS quanto os do oblivion, parabéns à galera que ouviu aos fãs.
Aqui vai uma enfase para o rádio do pip-boy! Me repito, mas nada melhor que varar fogo em escorpiões gigantes ao som de marchinhas de fanfarra, ou ouvir a propganda política do “Enclave” e as dicas do GALAXY NEWS.
Eu to com sono, mas prometo por uma fotos no próximo post, assim que habilitar um programa pra isso.
War. War sometimes changes, but it’s still war.